terça-feira, 25 de dezembro de 2012


O artista.

O artista é um ser comum, limitado e pequeno.

E que todas as manhas.

Acorda imaginando novas possibilidades.

Para o riso, para o choro e para o medo.

Possibilidades que posam disfarçar suas impossibilidades.

O artista é um ser comum, limitado e pequeno.

 Mas que possui asas, E voa bem perto das estrelas.

O artista é um sonhador que às vezes,

Lembrando ser comum sonha ser pedra.

Outras vezes lembrando ter asas sonha ser deus.
                                                           Markus Câmara verao de 20012
 

domingo, 18 de dezembro de 2011

Telhados...

Da janela do meu quarto, eu contemplo os telhados do quarteirão Tocantins.Quantos gemidos sufocados em lençóis de algodão.
Quanta lagrima confundida, com a água morna do chuveiro.flutuam em bolhas de sabão.
Da janela do meu quarto, eu assisto aos telhados, quase todos de barro.
Com visão de raio xis vasculho todos os espaços.
Telas que brilham diante de olhos opacos, sorrisos raros estranhos afagos.
A solidão travestida em enfado e cansaço.
Sob um desses telhados, eu também pereço e assombro a mim mesmo.
Com a certeza ilusória de que cada dia é um recomeço.
Pensamentos complexos, frases sem sentido.
Transformam os anjos, em vampiros famintos.

sábado, 12 de novembro de 2011

Ira Diária.

Eu estou só no escuro da noite, perdido sombrio de volta ao pó.


Nada faz sentido chuto as pedras do caminho.


Meu amor é só meu ninguém pode dizer que eu não estou feliz,Só porque meus olhos insistem em marcar o meu rosto.


Onde você estava durante a tempestade?


Enquanto o vento arrancava as telhas eu cantava uma canção.

Se você pudesse ouvir iria saber que você não me conhece tão bem assim.


Iria perceber que minha ira, alimenta minha alma.

E pela manha você me veria Andando pelo jardim com passos lentos; tranqüilo, sereno, de volta do pó.






Markus camara. verão de 2011

O dia em que Peter Pan, decidiu crescer...

Sentado na pedra mais alta do jardim de violetas, ele contemplava a floresta ao longe.Estava introspectivo, precisava tomar aquela decisão, há muito pensava em fazê-lo. Mas foi se deixando levar foi levado pela ciranda, depois de certo tempo você se sente confortável se acostuma com a tontura. Mas agora era diferente, precisava mudar as coisas,então se levantou, atravessou o jardim andando lentamente, e entrou em casa.Sentou-se a mesa da cozinha fez uma careta para o suco de laranjas, e tomou café com chocolate, comeu com pouca satisfação uma fatia de bolo de cenoura. Ficou mais um tempo há pensar levantou-se e foi ate o quarto.No corredor de acesso a sala encontrou-se com a mãe. Que o perguntou com um sorriso no rosto já cansado pela luta diária.- bom dia, tomou seu suco de laranjas, ta uma delicia!Ele respondeu sem sequer olhar nos olhos da mãe.- bom dia mãe, eu não gosto de suco de laranjas, tomei café com chocolate.A mãe com o ar de espanto; parou no meio daquele corredor que tinha pouco mais de dois metros, e ficou a observar o filho atravessá-lo. Houve um tempo em que aquele corredor parecia incrivelmente maior. Ele chega à sala, olha as garrafas de bebida no bar ao lado da estante de livros, como não havia percebido tudo aquilo antes. Subiu as escadas para o andar de superior onde ficava seu quarto. Aquela escada, já perdera a conta de quantas vezes a subira, houve um tempo em que ela também parecia muito maior. Agora, ele abre a porta do seu quarto acha tudo meio estranho, pega a coleção de soldadinhos de chumbo sobre a mesa, joga todos numa caixa de papelão sobre eles joga também os gibis e os potes de bolinha de gude. Pega a caixa nos braços, ela parece extremamente leve, desce as escadas de dois em dois degraus, na sala para por um momento, observa as garrafas, os livros, um novo mundo tão perto, atravessa o corredor, entra na cozinha. Sua mãe sentada à mesa só o observa. Ele coloca a caixa sobre o balcão da pia, vira-se para a mãe e diz num tom frio e decidido. Quase uma ordem, quase militar...- dê pro filho da vizinha. Diz isto apontando para a caixa. Antes que a mãe respondesse alcançou a porta dos fundos girou a maçaneta e deteve-se ao ouvir a pergunta da mãe.- onde você vai tão cedo? Ele vira-se para mãe desta vez com um sorriso no rosto, responde.- eu vou cuidar do jardim.A mãe totalmente aterrorizada levanta-se e abre a caixa de papelão. Olha os soldadinhos de chumbo, os gibis, e as bolinhas de gude, o coração apertado no peito, mas ao mesmo tempo feliz, ela fala para si mesma. A partir de agora os dias nunca mais serão os mesmos, afinal, Peter Pan, decidiu crescer...


Markus Câmara. verão de 2011.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Eu confesso meus erros e aceito minhas limiitaçõs e defeitos.
isto;é quase perfeição...

Markus Câmara primavera 2011

O deserto e a tempestade.

Eu que era deserto.

Vivia deserto e incerto.

Ruminando minha aridez.

Devorando meu calor.

Mas eis que de repente.

Contrariando todas as possibilidades.

Veio a tempestade fazendo florir meu Oasis.

Pintando um arco Iris em um céu sem cor.

Mas a tempestade passou.

E então, lembrei de quem eu sou.

Deserto deserto, sem vida mas eterno.

E deserto a tempestade espero.

Markus Câmara. ainda primavera 20011

domingo, 12 de junho de 2011

Canção das 8:45...



os canhões sufocaram a canção.
eu não escuto as batidas do meu próprio coração.
as 8:45 o relógio parou...


pra onde voam as borboletas.
em tempos de guerra não existe Carnaval...

batalhões de estranhos tão iguais a mim.
perdidos no campo distante daqui.
as trincheiras é o nosso abrigo.

eu sinto os meus pés afundarem no chão...
eu conto meus passos, os olhos perdidos no céu.
esperando um avião....

pra onde voam as borboletas.
em tempos de guerra não existe Carnaval...


Markus Camara

quinta-feira, 11 de março de 2010

Sobre mim.


Se tudo que desejo é o céu, quero que o céu caia sobre mim....
Numa noite de outono que eu esteja em completo abandono.
Que me deixe sem ar, que me falte o chão.
Que coloque minha alma dentro do meu coração...

Que eu me torne infinito, sem começo nem meio nem fim.
Que eu consiga ser exato, como o amor que ainda há de vir.
Que eu possa te olhar nos olhos, e dizer que te desejo.
Antes que o céu caia sobre mim.


Markos Câmara
Depois da chuva II


Quando tudo estava estranho.
Meus medos devorando os sonhos.
A lucidez embriagada, não sobra espaço pra mais nada.
Correndo no temporal.
Vi o deserto invadir o meu quintal.


Resolvi voltar pra te dizer, o que eu vi depois da chuva.
Resolvi voltar pra te dizer, o que eu vi depois da chuva.

Eu desliguei os aparelhos.
E apaguei todas as luzes.
E senti a solidão do silencio.
Trancado em meu mundo escuro.


Quando senti sua presença.
Segui o som da sua voz.
E abri portas e janelas...
Criei espaço pra você.

Resolvi voltar pra te dizer, o que eu vi depois da chuva.

MARKOS CÂMARA

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Macule lê

Vem Êre vem curumim dançar macule lê.

Cepos de cana e dorsos negros destacam no cinza dos canaviais.

Versos de ódio em melodias de amor, cantadas em dialetos pra iludir o feitor.

Vem curumim vem êre, dançar macule lê.

Ao som dos atabaques, batendo as grimas, porretadas na discriminação.

Hoje somos livres, temos orgulho somos nação.

Nação negra branca indígena.

Somos guerreiros descendentes da tribo de Ioruba.

Salve nossa senhora da purificação

Salve oxalá, salve esta terra Brasil.

Preto branco índio macule lê.

Markos Câmara

Homenagem a puxada de rede.....

Arrastão

Madrugada, estrelas flutuam no nada.

Jangadas cortando as ondas.

Pontos de luz no escuro do mar.

Pescador se sentiu em casa ouvindo o canto de Iemanjá.

As mulheres na areia, olhos perdidos no horizonte fazem suas orações.

Que a pesca seja boa, que os homens voltem felizes para o nosso doce lar.

Pescador acorda cedo, muito bem antes do sol.

Já lançou todas as redes como se fosse um lençol.

A luz engolindo as trevas anuncia o dia raiando.

Já se pode ver da praia todas as jangadas voltando.

A volta é sempre mais fácil, alem da alegria Iemanjá vem empurrando.

Na praia tudo é festa, as mulheres cantam matam de inveja as sereias.

A união faz de todos os braços um só.

A rede ta pesada, mas nossa alegria é maior.

Puxar a rede é nosso oficio. Puxar a rede é nosso caminho.

Markos Câmara.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

ULTIMO DISCURSO ANTES DA MORTE...



Quando eu for embora.

Eu brindo aos velhos amigos.

Pelas grandes batalhas por tão poucas conquistas.

Aos amores destruídos.

Aos jardins sem lírios.

Eu brindo a heresia, dos murros destruídos pelos homens bombas.

A angustia, pesadelos, que perturbam o sono de Deus.

Eu brindo a ilusão, de quem foi embora pra nunca mais voltar.

Que por medo ou por engano não ouviu seu coração.

Eu brindo a paixão, que move as montanhas e nos faz voar.

Pra alcançar os céus e beijar os lábios de Deus.

Eu brindo a loucura, dos que seguem em frente mesmo estando sozinhos.

Nadando contra a corrente, eu sou cem Por cento eu.

Eu brindo a solidão dos que estão cansados de tantos desencontros.

Pros que faltam coragem, o melhor e dizer não.

Quando eu for embora, quando chegar minha hora,não me ascendam velas quero só uma canção.

Quando eu for embora, quando chegar minha hora não me tragam flores, quero só uma canção.

Markos CÂMARA.

domingo, 4 de outubro de 2009

Quando as abelhas voltarem...

Quando o sol chegar iluminando o porão.

Nós seguiremos juntos na mesma direção.

Quando a chuva cair e hidratar o nosso chão.

Nossa semente vencera a escuridão.

Então juntos seremos mais que os acordes desta canção.

Então juntos seremos três, unidos na mesma emoção.

Quando o albatroz abrir suas asas sobre o mar.

Quando as abelhas voltarem a colonizar nossos jardins.

Seremos felizes enfim.

Então juntos seremos mais que os acordes desta canção.

Então juntos seremos três, unidos na mesma emoção.


Corpo alma e coração.

Markos Câmara

Confissões.

O jardim da nossa casa ficou triste sem você.

De repente era inverno terminou o meu querer.

Lembra quando eu era livre e corria pelos campos,

Pra colher flores etéreas, para enfeitar os seus sonhos.

Era tempo de alegria, primavera meu destino.

Meu sorriso de menino enfeitava sua vida.

De repente solidão você resolveu partir.

Nem se quer me disse adeus, como brisa evaporou.

Mas se resolver voltar, eu prometo vou mudar.

Vou pintar as paredes de azul.

Pra tentar te convencer, que meu amor é bem maior do que tudo que existe. E não importa o q eu aconteça.

Eu vou te levar em meus sonhos para sempre.

Eu vou te levar em meus olhos há onde quer que eu vá.

Vou te falar de tudo que eu sentia.

Vou te falar de tudo que eu sentia antes de você partir.

Nosso sonho de amor não precisa ter este fim.

A gente pode se encontrar, acertar as arestas ver tudo mudar.

Quando eu era jovem eu tinha medo de envelhecer.

Agora que estou velho eu confesso arrependido eu morro de saudades do passado com você. Do meu passado com você.

Markos Câmara

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Depois da chuva....

Me diz o que eu quero ouvir
Me diz o que nunca teve coragem de dizer
Lá fora Depois que as janelas se fecham
a solidão é da cor dos olhos
Do abismo que habita em mim.

Me conta qualquer bobagem
Me fala das suas vaidades
Confessa que não acredita no amor
Mas que não imagina viver sem mim!

Depois da chuva eu vou te levar pra ver o sol
Vou te contar segredos que até hoje escondi.

Vou te entregar os meus medos
So pra você entender que o que me falta
É exatamente tudo que é você!
Markos Câmara

sexta-feira, 7 de agosto de 2009



CAMALEÃO...

Às vezes sou rio, correndo pro mar.

Às vezes montanhas, presa ao mesmo lugar.

Eu posso ser céu, pra moldar tuas asas.

Ser abismo pra você mergulhar.

BETIZA NATÁLIA BARBOSA BETA BERE TCHUCOS CHUMBINHO OU BÊ.

Sou Betiza, pra seguir os meus planos.

Sou Natália, pra viver os meus sonhos.

Pra correr me transformo em Barbosa.

Sou criança sou tchucos berê vivendo num mundo absurdo.

BETIZA NATÁLIA BARBOSA BETA BERÊ TCHUCOS CHUMBINHO OU BÊ.

Pros amigos sou simplesmente bê.

Sempre beta nas noites com você.

Sou berê pra tentar te entender

No mar azul infinito sou chumbinho descendo pro fundo.

Markos Câmara

quinta-feira, 30 de julho de 2009

quarta-feira, 29 de julho de 2009

musica feita para ( Marcos Ferreira e Janaina) amo vocês...

Cenas e purpurinas.


Ele gosta de cenas.
De todas as cores.
De escrever poemas a três mãos,
Na mesa de um bar.


Ela tem um sonho de ser passista.
Em um carro abre alas, vestida só de purpurina.
Ela o encontrou em total solidão.
Em pleno desespero, em total abandono.


Nosso amor vai nos redimir de todos os nossos erros.
Nosso amor será pra sempre, nosso amor é verdadeiro.



Os olhos se tocaram, e a alma fugiu pra pele.
Quando a amor acontece, fica fácil se entregar.
Ele é só mais um Marcos, mas ela é Janaina.
Deseja um herdeiro, e ele diz que ainda há tempo.

Markos Câmara




poema feito por tres mãos.(Marcos Ferreira, Marcos Camara e Geovane.)

Brindemos.

Brindemos a esta noite.
Entre risos, momentos.
Brindemos.

Levantai vossos copos.
Esta é à noite.
Entre os espetáculos, luzes e focos.

No brilho dos olhos, luzes de neon.
A cena não para.
A ciranda gira louca.

Não cansa, não para.
Eu quero mais do mesmo.
Quero hoje, quero agora, quero sempre, risos
.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Frestas.

Eu preciso urgentemente.
Envelhecer, criar rugas ficar grisalho de tempo.
Para alcançar tua glória.
preciso muito enfraquecer.
Torna-me frágil e lento.
Para sentir tua força.
mergulhar no teu poder .
desejo com grande ansiedade.
Perder a visão, para que na escuridão meus olhos se abram e eu contemple você.
Meu coração deseja ardentemente, perder a juventude e com ela todas as arestas.
E com isto criar frestas.
Para guardar em mim um pouco de você.
Markos Câmara

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Gesso


O cristo fixo na madeira.
O crucifixo na parede.
Braços abertos, corpo deserto.
Cruz de madeira, pinos de aço.

As mãos atadas, contrapinadas.
Braços de gesso, veias vazias.
A maquiagem, o sangue falso.
A doce nudez, a escultura.

A aflição, a solidão.
O abandono, a ilusão
.
Markos Câmara

domingo, 26 de julho de 2009

terça-feira, 21 de julho de 2009

Mais uma de minhas canções....


Não se engane.


Não se engane, estou bem.
Apesar da solidão, apesar do rancor.
Vou vivendo os meus dias de ilusão, e talvez por isto esteja mais perto de mim.

Não se engane, estou feliz apesar da dor dos olhos vermelhos.
O sol vai secar as minhas lagrimas, atravessando o grande deserto.
Vai sobrar só o sal, vai sobrar só o sal.

Esta sede não tem fim, estou indo pros vales dos grandes mananciais.
E não tenho mais medo, de andar sozinho no vale das sombras.
Mesmo nos dias mais nublados, eu contemplo as estrelas.

Não se engane não se iluda, com a minha calma.
Com meus passos lentos.
Quando amanhecer o dia, quando o sol retornar com sua luz.
Vou abrir minhas asas, voar pra longe daqui.

Markos Câmara



quinta-feira, 16 de julho de 2009

canção para Harthur (sobrinho da Samy)

RARA CALMA.


Quando ouço teus olhos.
Quando vejo a tua voz,
Eu tento seguir os teus passos.
Pra tentar ser igual a você.

Quando te vejo assim.
Brincando em nossos jardins
Parece que todas as fadas,
Dançam livres ao redor de ti.


Eu sei que anjos não choram
Eu sei que anjos reconhecem o amor
E sempre voltam pra casa.
À noite dormem em paz.

Eu lembro os tubos, eu lembro as luzes,
Eu lembro as veias desaparecendo diante das agulhas.
E você sorrindo em tão rara calma.
Parecia que o paraíso pertencia a você.

Eu lembro a dor, sua paciência.
As idas e vindas o meu desespero.
E você sorrindo em tão rara calma.
Parecia que o paraíso pertencia a você.
Mârkos Câmara

terça-feira, 14 de julho de 2009

UM x UM

Eu, que vivia há um triz de ser feliz.
Agora vivo assim.
Contando estrelas, sentindo aromas, que antes não existiam em mim.
Eu que era incrédulo, agora vivo assim.

Falando sozinho, beijando as flores, percebendo beleza nas pedras do meu caminho.
Eu que tinha tudo, agora nada tenho.
Agora nada mais é meu, desisti de tudo, ate do que era eu.
Agora tudo é nosso, nosso sonho, nosso mundo, um vezes um, sempre igual a um.

Markos Câmara



sábado, 11 de julho de 2009

Pequenos sinais...

Feche os olhos, ouça aminha voz vibrando no escuro do quarto.
Preste atenção, aos pequenos sinais.
E de repente o amor passa.


E te deixa pra traz, esquece de você.
E a solidão, vai te encontrar... Nos dias frios, na ausência dos meus braços
Vai perceber que só restou cansaço.


Na sua estrada, não existem jardins. E os colibris foram embora.
Todo segredo, e na verdade uma mentira que te protege do teu medo.
Medo de você mesmo medo de olhar no espelho, e perceber que nunca existiu.
Porque quando vem a tempestade, tudo vai ruir ao chão, porque castelos de areia não resistem ao furacão.
Porque a corrente bate forte, espalha tudo na calçada, o vento que vem do norte
Apagando as pegadas. Isto sempre foi assim sem começo e sem fim..
.
Markos Câmara

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Isopor e papelão.

No ninho de isopor e papelão.
Eu faço a canção, mas pra você ouvir vai ter que abrir teu coração.
No ninho de isopor e papelão.
Eu toco meus tambores, pra celebrar mãe áfrica que não quer se calar, terreiros candomblecistas que você me viu dançar.
O pão vale mais que o suor, que escorre do rosto do artista, que alimenta quem cria as leis desta constituição escravagista.
Eu quero ouvir, você me dizer, que eu estou enganado. Os homens que criam as leis não percebem que os basculantes nem sempre estão fechados.
No ninho de isopor e papelão.
Eu faço a oração, a todas as senzalas de madeirite e papelão, tijolos de barro a vista, telhas de amianto, basculantes de observação.

*(poema pela data comemorativa da consciência negra)

Markos Câmara


quarta-feira, 8 de julho de 2009

Cia. O Salto....

A arte do palhaço é a verdade....
conheçerás a verdade e palhaço serás!

EU SOU....

eu sou a luz no fim do tunel....eu sou um trem na contra mão.
sou o asfalto,a calçada, sou o sinal de atenção...
sou a fumaça o tabaco os pulmões do tabagista
eu sou o sangue sou as veias,a leucemia o coração.
eu sou as pernas do atleta o vôo rasante do leão.
eu sou os remos,sou o barco...os braços do remador.
eu sou o rio sou seu cansaço.....
eu sou o medo a dor,o rangor de não ter vc.
eu sou ausencia de luz e cor,sou alimento sem sabor....
sou infinito sou exatidão.sou todo amor e vivo na solidão....
Markos Câmara